Eis que estou esperando o metrô e um senhor que está sentado ao meu lado observa que carrego dois livros para aprender coreano. Curioso, ele perguntou de onde sou. Respondi que vim do Brasil, e ele quis saber de que cidade. Contei que sou de Goiânia. Ele achou interessante eu estar empenhada em aprender a língua coreana. No mais, o que eu me lembro da conversa é que ele teria dito que "não importa a nacionalidade, acima de tudo, somos todos humanos". Bem, isso é o que eu ACHO que ele disse antes de se levantar e entrar no vagão do metrô. O velhinho se despediu fazendo sinal de 'jóia' pra mim. O inglês dele era bom, acho que, nesse caso, foi minha cabeça que falhou na hora de fazer as conexões de ideias.
| Korean Grammar in Use (Begginer & Intermediate) |
Por causa dessa dificuldade - mas nesse caso, a outra pessoa que falhou em se comunicar -, houve um desentendimento e também foi no metrô. Não sei se vocês sabem, mas quem mora em Goiânia, muitas vezes são daqueles coxinhas que experimentam água do mar pra ver se é salgada mesmo ou que se maravilham com metrô. Eis que estou na estação Hapjeong, fazendo uma gravação de um monitor do metrô (olha, dá pra ver se o trem tá se aproximando!). Ou seja, a câmera estava apontada para cima.
Daí surge do nada um cidadão perguntando se eu havia tirado foto ou vídeo. Bem, no começo foi isso que eu entendi. A gente deve ter ficado pelo menos uns cinco minutos tentando se comunicar sem se entender.
Pensei que ele tinha perguntado se eu havia tirado foto dele, respondi que não. Depois achei que ele queria tirar foto comigo. Bom, pela reação dele, vi que não. No fim das contas, eu já estava meio com medo, pensando em chamar um amigo pra me proteger daquele carinha magrelo insistente e foi então que decidi apagar o vídeo. Só que até chegar à essa decisão, eu já estava chorando (hahaha). Falei pra ele que tinha apagado tudo, no photo, no video, o moço então tomou o rumo dele e desapareceu. E eu lá, chorando feito boba, ainda sem entender o que tinha acontecido.
Pouco mais tarde encontrei o Lee, e relatei o que aconteceu. As hipóteses dele são de que se tratava ou de algum criminoso ou de alguém que está ilegalmente na Coreia do Sul. Sei lá. Fiquei super tensa porque vai saber, né? Você tá em outro país, mal fala a língua do lugar e entra numa situação dessas. E se o cara avançasse pra cima de mim? Bom, o Lee me disse que eu deveria ter chamado a polícia e que sempre que alguém me incomodasse, que eu procurasse alguém por perto pra me ajudar.
Na manhã seguinte contei pra minha irmã o que aconteceu. Meus pais não estavam em casa ainda, então ela repassou as notícias mais tarde.
"- E aí, Marina. Falou com a Lílian hoje? O que aconteceu com ela?
- Ah, nada. Só um criminoso que quis bater nela".
Prêmio Joinha de Comunicação pra ela. :P
Nenhum comentário:
Postar um comentário