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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Aventuras coreanas 2.2: coisas boas acontecem quando menos se espera :)

Dando continuidade à série que abri para falar sobre a minha recente viagem à Coreia do Sul, vamos falar de coisa boa, vamos falar sobre Winterplay e de como tive a oportunidade de ver uma das minhas bandas favoritas ao vivo e de graça. :P

Para contextualizar: em 2010 a minha irmã, responsável pelo bom gosto musical dessa família, me apresentou um grupo de jazz/pop/blues que estava prestes a lançar o seu segundo álbum. Foi a primeira vez que ouvi a voz da Haewon e foi quando me apaixonei pelo Winterplay, cujo primeiro disco foi Choco Snowball, de 2008.

Na época, eles lançaram o álbum Touché Mon Amour e ganharam meu coração. Em 2010, o grupo era formado por Haewon Moon (vocal), Lee JuHan (trompete), Saza Choi (guitarra) e EunKyu (contrabaixo).


A partir daí fiquei encantada com a voz da Haewon, com o som do Winterplay em geral. Um facilitador para gostar do grupo, além do talento dos integrantes, é que eles gravam músicas originais e covers de músicas em inglês. Uma das que mais gosto é You're In My Heart, regravação do Rod Stewart


Eles também arrasaram fazendo cover de Billie Jean (Hot Summerplay, 2009):

Bom, depois do segundo álbum, o grupo passou por mudanças. Pelo que soube via Facebook, EunGyu foi o primeiro a deixar o grupo. Em seguida foi a vez do Saza sair para investir em sua carreira solo como artista de blues.

Restaram o JuHan, que é o líder, e a Haewon. Os dois ficaram um bom tempo sem lançar uma música até que no natal de 2012 foi lançada na Ásia a canção Just This Christmas. Foi assim que confirmou-se que eles não mais faziam parte da Fluxus Music e agora estão com a LoudPigs Creative.


Então avançamos no tempo e vamos parar no dia 16 de julho de 2013, quando eu estava na cama da guesthouse, quase dormindo, quando vi pelo celular que a dupla havia criado uma promoção para o lançamento do seu terceiro álbum. Bem, estava tudo em coreano então eu tive que usar o dicionário para pegar os lances principais. Descobri que seria no Olleh Square, às 15h do dia 17. Então decidi que naquele dia eu só faria uma coisa: ir ao showcase do Winterplay.

Vamos agora ignorar o fato de que usei o GPS do telefone e me perdi em um lugar que simplesmente não dá pra se perder (o prédio fica em frente à Gwanghwamun Square) e vamos celebrar o fato de que consegui achar o lugar! *palmas*

Um alívio: as pessoas que estavam recebendo a plateia - maioria esmagadora era imprensa - falavam inglês. Perguntei se precisava pagar pra entrar e disseram que era de graça e que eu podia assistir. Fiquei tão feliz!

Quando cheguei, fiquei muito sem graça porque era a única estrangeira lá. Mas depois chegaram outras pessoas - acho que um dos rapazes que se sentaram perto de mim é chileno - e relaxei.

A única coisa que me doeu no coração foi o fato de eu não poder ganhar um kit do Winterplay que vinha com o disco novo, uma camiseta e mais alguma coisa que não lembro agora.

Foi assim que pude estar no showcase do 3º álbum - Two Fabulous Fools - e assisti em primeira mão o clipe da música de mesmo nome, faixa promocional do álbum. 


Na verdade, o showcase teve início com a música Cannot Forget (못잊어), canção também do primeiro álbum. Foi quase impossível ficar sentada, porque essa música dá vontade de sambar e poxa, primeira vez que vi a Haewon cantar ao vivo. Eu a considero tão linda, com uma voz tão incrível! Foi a realização de um sonho. E também pude ver o JuHan, que eu sempre achei super legal e talentoso e que me respondia no Twitter quando eu tinha a ilusão de que um dia o grupo poderia vir para o Brasil se eu e minha irmã entrássemos em contato com algum festival de Jazz.

O esquema do showcase foi apresentar músicas do novo álbum e uma entrevista para a imprensa coreana. Durante a apresentação musical, o JuHan até chamou ao palco um convidado super especial - o cachorro Simba, que deu sua contribuição ao álbum com o uivo que dá início à música Shake it up and down. Também foram exibidos trechos de making of das faixas Shake It Up and Down e 노란 샤쓰의 사나이 (The Boy In The Yellow Shirt). Muito legal em ver o empenho dos músicos, principalmente do Juhan, que conforme escrito no encarte do disco, tocou trompete, cantou e fez tudo que pôde fazer nesse disco. 

Durante a entrevista, quando tocaram no assunto da identidade do Winterplay, que começou como quarteto e agora tem apenas os dois membros originais e a banda de apoio, a dupla afirmou que seu foco é ser um grupo de pop-jazz que faz música de qualidade na Coreia. 

Fiquei muito feliz em poder estar lá. E saí da Coreia com duas cópias do álbum: uma para mim e outra para minha irmã. E confirmo que eles foram bem-sucedidos ao fazer um som de qualidade, que mistura humor nas faixas leves com a melancolia das baladas como Pure Heart, que já é a minha preferida para meus momentos de fossa. Convido vocês a entrarem no site oficial e ouvirem o álbum e, quem sabe, adquirirem o álbum. Não vão se arrepender. 

E se ouvir o disco não for suficiente, fiquem com os vídeos que gravei da apresentação. É uma delícia ouvir músicas que te emocionam interpretadas com músicos competentes e super talentosos. 

(So Much For Love)


(As Tears Go By - cover da banda Rolling Stones)

Yoboseyo Baby

Nas duas vezes em que estive na Coreia, tive oportunidade de ver duas bandas que gosto muito. Standing Egg e Winterplay já foi. Quem sabe, da próxima vez, eu arranje companhia para assistir a shows de rock? Nell seria bom! Bye Bye Badman seria ótimo. Ou assistir 10cm? Seria mais um sonho realizado. :)

Edit: Clazziquai também!

Quando será essa próxima vez? Será que ela vai realmente acontecer? Vai saber...

Espero que tenham gostado do post. Não posso prometer um ritmo estável pra isso aqui. Só posso prometer que vou escrever quando tiver vontade. Hahaha. Até mais. :) 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Falhas na Comunicação

Eis que estou esperando o metrô e um senhor que está sentado ao meu lado observa que carrego dois livros para aprender coreano. Curioso, ele perguntou de onde sou. Respondi que vim do Brasil, e ele quis saber de que cidade. Contei que sou de Goiânia. Ele achou interessante eu estar empenhada em aprender a língua coreana. No mais, o que eu me lembro da conversa é que ele teria dito que "não importa a nacionalidade, acima de tudo, somos todos humanos". Bem, isso é o que eu ACHO que ele disse antes de se levantar e entrar no vagão do metrô. O velhinho se despediu fazendo sinal de 'jóia' pra mim. O inglês dele era bom, acho que, nesse caso, foi minha cabeça que falhou na hora de fazer as conexões de ideias.

Korean Grammar in Use (Begginer & Intermediate)
Por causa dessa dificuldade - mas nesse caso, a outra pessoa que falhou em se comunicar -, houve um desentendimento e também foi no metrô. Não sei se vocês sabem, mas quem mora em Goiânia, muitas vezes são daqueles coxinhas que experimentam água do mar pra ver se é salgada mesmo ou que se maravilham com metrô. Eis que estou na estação Hapjeong, fazendo uma gravação de um monitor do metrô (olha, dá pra ver se o trem tá se aproximando!). Ou seja, a câmera estava apontada para cima.

Daí surge do nada um cidadão perguntando se eu havia tirado foto ou vídeo. Bem, no começo foi isso que eu entendi. A gente deve ter ficado pelo menos uns cinco minutos tentando se comunicar sem se entender. 

Pensei que ele tinha perguntado se eu havia tirado foto dele, respondi que não. Depois achei que ele queria tirar foto comigo. Bom, pela reação dele, vi que não. No fim das contas, eu já estava meio com medo, pensando em chamar um amigo pra me proteger daquele carinha magrelo insistente e foi então que decidi apagar o vídeo. Só que até chegar à essa decisão, eu já estava chorando (hahaha). Falei pra ele que tinha apagado tudo, no photo, no video, o moço então tomou o rumo dele e desapareceu. E eu lá, chorando feito boba, ainda sem entender o que tinha acontecido.

Pouco mais tarde encontrei o Lee, e relatei o que aconteceu. As hipóteses dele são de que se tratava ou de algum criminoso ou de alguém que está ilegalmente na Coreia do Sul. Sei lá. Fiquei super tensa porque vai saber, né? Você tá em outro país, mal fala a língua do lugar e entra numa situação dessas. E se o cara avançasse pra cima de mim? Bom, o Lee me disse que eu deveria ter chamado a polícia e que sempre que alguém me incomodasse, que eu procurasse alguém por perto pra me ajudar. 

Na manhã seguinte contei pra minha irmã o que aconteceu. Meus pais não estavam em casa ainda, então ela repassou as notícias mais tarde. 

"- E aí, Marina. Falou com a Lílian hoje? O que aconteceu com ela?
- Ah, nada. Só um criminoso que quis bater nela". 

Prêmio Joinha de Comunicação pra ela. :P